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em 03/12/2012

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Setor Elétrico


É quase zero o nível de automação que se encontra nas unidades consumidoras de média tensão. De forma geral, podemos ver algumas instalações com determinado equipamento, que visa restringir carga e evitar a ultrapassagem de demanda contratual, os chamados controladores de demanda.


Na maioria dos casos, estes controladores de demanda são alimentados por pulsos disponibilizados gratuitamente pelas concessionárias a partir da medição de faturamento. Porém, automação mesmo, com controle e gestão da instalação, é raríssimo.


Hoje os relés de proteção (apenas com as funções 50/51 F+N) permitem um sensoriamento remoto e isso se torna particularmente importante quando há qualquer atuação, pois deixa que seja analisada a causa e, a partir daí, tomadas atitudes preventivas de forma a evitar novas interrupções.


A própria medição de energia a ser faturada, instalada e mantida pelas concessionárias de distribuição, na maioria dos casos, encontra-se defasada tecnologicamente.


O investimento para automatizar a medição paga-se em até 18 meses ou menos, dependendo de cada caso e das ocorrências que são evitadas.


Esta automação não somente permite pleno conhecimento da carga e de seu comportamento (muito útil também para o planejamento de sistema) como também pode ser utilizada para fins operacionais, balizando decisões em função de informações obtidas remotamente, agilizando a operação do sistema e evitando custos e demora no atendimento de ocorrências.


Mesmo nos casos em que se quer evitar irregularidades, quando o indicado é externalizar a medição (que demanda maior investimento), os mesmos benefícios podem ser obtidos e sua remuneração também se dá de forma rápida.


Todas estas formas de automação permitem que seja disponibilizado ao cliente informações, via internet, de sua medição de faturamento, permitindo controle e gestão de seu comportamento.


Do lado do cliente, pensando em concepção do projeto, basta prever a instalação de transformadores de instrumento (transformador de potencial – TP e de corrente – TC) para que se possa dispor das mesmas informações da medição em tempo real e sem qualquer dependência da concessionária.


Com esta disponibilidade, toda a gestão interna do consumo de energia e a demanda utilizadas ficam mais simples e completas, permitindo que o controle dos processos industriais dependentes da energia elétrica se dê de forma mais segura.


Até mesmo a verificação de fatura a ser paga passa a ser um subproduto direto, o que gera segurança ao cliente.


Investir em três TPs e três TCs, em chave de aferição e em um medidor inteligente representa muito pouco se comparado aos benefícios a serem alcançados, tornando qualquer ampliação da automação uma decisão simples de ser tomada e ações independentes da concessionária.


Talvez seja o momento adequado de as empresas de projeto começarem a ofertar esta opção para clientes da base cativa, aos quais qualquer automação ainda é algo muito distante. Há que ser demonstrado, de forma objetiva, os ganhos comparados aos custos. É certo que todos ganhariam com isso.

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